Inspirado diretamente no
Dacia Bigster, o Boreal trará uma estética imponente, marcada por linhas geométricas, balanço traseiro alongado e teto levemente inclinado, resultando em um visual esportivo, mas sem perder a elegância. Apesar de não ser um SUV de sete lugares, seu porte remete a modelos de categorias superiores, com dimensões generosas: cerca de
4,57 metros de comprimento e 2,70 metros de entre-eixos, superando rivais diretos em espaço interno e imponência.
Na dianteira, o estilo segue a nova identidade visual da Renault na Europa, com
grade frontal pronunciada cravejada de “diamantes”, faróis com assinatura em LED e capô levemente curvado. Na traseira, destaque para o desenho angular e robusto, com tampa mais reta e traços modernos — um visual que remete ao sofisticado Rafale, mas adaptado ao formato SUV tradicional.
Interior refinado e tecnológico: um novo patamar para a Renault nacional
A promessa é clara: o
Boreal será o Renault mais refinado já fabricado no Brasil. A cabine deve apresentar uma combinação entre o design do Bigster e toques exclusivos para o mercado local, com ênfase no conforto e na tecnologia embarcada.
Espere por
acabamentos superiores, painéis digitais, central multimídia de última geração e itens antes raros no segmento, como
teto solar panorâmico, carregador por indução, ar-condicionado digital dual zone e uma ampla gama de
assistentes de condução semi-autônomos, como controle adaptativo de velocidade, alerta de colisão com frenagem automática e assistente de permanência em faixa.
Motorização moderna e versões híbridas: eletrificação no centro da estratégia
Seguindo a tendência global e os compromissos ambientais, o Boreal oferecerá uma linha diversificada de motorização, com destaque para as versões híbridas. O
motor 1.3 TCe turbo, já nacionalizado pela HORSE, deve equipar as versões endotérmicas (a combustão), enquanto as configurações mais sofisticadas contarão com
sistemas híbridos, oferecendo eficiência energética e menor emissão de poluentes.
Essa abordagem posiciona o Boreal como um dos poucos SUVs médios nacionais com opções híbridas de verdade, algo essencial para enfrentar concorrentes que já adotaram o modelo, como o Corolla Cross Hybrid. Essa combinação entre performance, economia e sustentabilidade será um dos trunfos centrais da Renault para atrair um público cada vez mais exigente.
Base para uma nova família: vem aí a picape Niagara
Outro ponto estratégico é que o Boreal servirá de base para um novo projeto nacional: a
picape Niagara, prevista para 2026. Utilizando a mesma plataforma modular RGMP, a Niagara promete unir a robustez visual de picapes maiores com dimensões mais acessíveis, mirando consumidores urbanos que querem presença de estrada sem necessidade de capacidades de carga elevadas.
Essa sinergia entre SUV e picape reforça o compromisso da Renault com o mercado latino-americano, desenvolvendo produtos com identidade regional, mas padrão global.
Conclusão: o Renault Boreal é mais do que um SUV — é um divisor de águas
Com o Boreal, a Renault se reposiciona de forma definitiva no segmento mais competitivo do mercado automotivo brasileiro. Apostando em design europeu, tecnologia embarcada, eletrificação e conforto, a marca dá um passo ousado para disputar um espaço dominado por nomes consolidados como Compass e Corolla Cross.
Mais do que um novo carro, o Boreal representa
uma nova Renault: mais ambiciosa, mais conectada com o futuro e mais preparada para entregar produtos que conciliem desempenho, estilo e consciência ambiental.